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No. 3040
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Biometria é um ramo completamente distinto dos outros, na área de segurança.
Geralmente, define-se segurança abstratamente como um sistema que forneça e negue acesso a entidades em função de alguma característica que as diferencie. Isso é bastante genérico. Uma forma de diferenciar duas entidades é diferenciar pelo que elas sabem -- daí vem a senha. Outra forma é diferenciar pelo que elas são -- daí vem a biometria. Uma terceira forma é diferenciar pelo que elas possuem -- daí vem a chave mecânica (sim, a chave de porta), cartões magnéticos e tokens eletrônicos.
Eu não entendi bem a sua pergunta (biometria em softwares), mas acho que você quis dizer se é viável implementar um sistema criptográfico em função de alguma medida biométrica. Isso depende mais do sistema criptográfico do que da biometria em si. O maior problema dos sistemas biométricos é que ele troca o risco da invasão tecnológica por um risco de coerção física contra o "possuidor" da chave. Pense nisso!
Pense nisso! O mais legal de segurança é que pensar em segurança é pensar em tudo. Sem exceção. A força da corrente é a força do seu elo mais fraco, e isso não poderia se aplicar melhor a segurança. Tudo conta. A posição física do servidor na sala conta. A semente do gerador aleatório criptográfico conta. A forma com que a secretária atende o telefone conta. A marca do no-break que alimenta o datacenter conta. Tudo conta. Tudo pode ser fonte de pequenas informações para um atacante determinado, e essa somatória de pequenos bits de informação podem ser a chave -- ou melhor, a marreta -- para a invasão.
É bastante sabido que, quanto mais ostensivo, mais assumidamente robusto e seguro for um sistema, mais rápido ele tende a ser quebrado. Lembram-se da proteção de cópia dos DVDs há alguns anos atrás? Empresas como Sony e Warner investiram centenas de milhões de dólares nessa tecnologia, que foi quebrada em questão de minutos quando lançada ao mercado. O grave erro deles: focaram-se apenas na tecnologia, e não no fator comportamental/psicológico que ela arrebata na sociedade. Um sistema robusto é visto por muitos como um desafio, e as pessoas são incentivadas a atacar esse sistema! Enquanto isso, por exemplo, até hoje pessoas compram e compram licenças do mIRC, por mais ridícula que seja a facilidade de quebrar o software, porque o perfil, o comportamento que a empresa apresenta à sociedade é completamente diferente.
O paradigma está mudando. Hoje, pouco se fala em complexíssimos sistemas de proteção de cópia ou protocolos ainda mais agressivos de criptografia. Fala-se muito mais em mudança no modelo de negócios, mudança na distribuição e precificação de produtos, e, no segundo exemplo, em algoritmos para detectar e invalidar senhas fracas ou quaisquer inputs do usuário que possam expor seu comportamento.
Vários recursos de navegação online para o usuário comum surgiram em função dessa deficiência humana; enquanto isso, o algoritmo mais usado para conexões seguras via SSL é um sistema RSA, que em essência é o mesmo que foi publicado pelo Rivest na década de 70, e a cifra de sessão não é nada muito melhor que algum 3-DES que deve existir já faz uns 10 anos.
(Puts, escrevi pra cacete. Desculpem aí lol)
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